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Vigor lança linha de massas frescas após pesquisas com consumidores

A Vigor, marca da Bertin S.A., acaba de entrar no segmento de massas frescas. Nos próximos dias, começa a distribuição dos capellettis, raviólis e massas de pizzas da marca. A estratégia é crescer no segmento de alimentos prontos no País.

As massas frescas Vigor foram desenvolvidas após uma pesquisa realizada junto ao público alvo “consumidoras entre 25 e 55 anos, que relataram confiança na marca no segmento de lácteos e foram receptivas quanto à possibilidade de a marca poder atuar também em outras categorias de qualidade [além dos produtos à base de leite] e com um preço acessível.”

De acordo com Fernando Falco, diretor-executivo da Divisão Lácteos da Bertin, “a Vigor já é forte no mercado, como sinônimo de lácteos e manteigas. Agora, vamos torná-la uma marca de alimentos ampla. Será mais uma alternativa para a competição saudável do mercado”.

Olha, não podemos subestimar uma empresa nacional que visa faturar mais de R$ 9 bilhões em 2009, cresce quase 20% em um mercado altamente competitivo e tem planos de investimento de mais de R$ 3 bilhões planejados para os próximos quatro anos. Mas…. extensão de marca para uma categoria não relacionada é muito, mas muito complicado. Por quê?

1. O consumidor vai sempre ser [racionalmente] receptivo a extensão de linha de marcas que ele conhece e usa. Principalmente o consumidor brasileiro que tem um dos maiores níveis de aceitação [teórica] de lançamentos. Isso não quer dizer que isso vá se concretizar na prática.

2. Na verdade, tentar entender as motivações ou potenciais associações mentais do consumidor com pesquisas quantitativas ou pesquisas qualitativas tradicionais (por exemplo: focus groups) é receita para o desastre. O consumidor simplesmente não sabe o porquê do seu comportamento ou o que vai efetivamente fazer no futuro quando um hipotético lançamento tiver na gôndola competindo com marcas que ele consome.

Vou escrever mais sobre isso no futuro, mas aproximadamente 95% do nosso processo mental é inconsciente e não temos acesso racional a ele. Mesmo em soluções de problemas simples e diretos, nosso cérebro decide muito antes de tomarmos conhecimento disso. Recebemos apenas “a resposta” (quando muito) e depois tentamos racionalizar como fizemos isso (para uma introdução, clique aqui).

O que isso tem a ver com marketing? Para investigar questões como receptividade de extensões de linha é preciso que se use um arsenal de ferramentas que permitam que você se conecte com processos mentais mais profundos, menos óbvios.

Claro que talvez isso tudo tenha sido feito pelo pessoal da Bertin… ou não.

One Trackback/Pingback

  1. […] que ainda estamos ano-luz de algo assim) ou é viagem total. Como já tinha mencionado no post Vigor lança linha de massas frescas após pesquisas com consumidores, o consumidor não faz a menor idéia de que decisão vai tomar e porque quando se trata de […]

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