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Obama e Branding

A associação de marketing com política é antiga e bem estabelecida. Tão bem estabelecida que acho que ajudou a fortalecer a imagem que “marketeiro” é enrolador. Isso é amplamente discutido em todas as eleições em qualquer lugar do mundo. Acompanhando as eleições americanas este ano, entretanto, fiquei espantado com o foco em branding, normalmente esquecido pela mídia e população em geral. Especificamente, o foco foi no que considero o coração do branding… posicionamento.

 

Esse foco é relevante porque foi uma aula de branding. A estratégia de Barack Obama foi simples, consistente e relevante como todas as estratégias deviam ser. No primeiro dia de campanha, Obama se peosicionou em “mudança”. No discurso da vitória ele ainda repetia “mudança”. Nada que ninguém pudesse fazer.

 

Obama = mudança, Hillary Clinton = experiência… resultado: massacre de Obama.

Obama = mudança, John McCain = conservador, maverick, herói de guerra, etc. resultado: massacre de Obama

 

Muitos já escreveram sobre isso, então não vou me estender… mas lembrete. Esqueça posicionamentos complicados. Esqueça posicionamentos que exijam que seu consumidor tenha que se esforçar para aprender. Esqueça trocas constantes de posicionamento. E uma vez achado esse posicionamento, grite como um louco, sempre que puder. Simples, Consistente e Relevante.

 

PS: Só uma correção… Obama não é o primeiro presidente negro dos EUA. Não tentem me enganar. E quanto a David Palmer? Negro, extremamente pragmático e um grande orador. Aposto que Obama se inspirou nele para vencer seus oponentes. (desculpe… mas precisava fazer uma piadinha para os fãs do seriado 24 horas).

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