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Estratégia Verde

Saiu um estudo feito pela TNS InterScience sobre como o consumidor se relaciona com ecologia, meio-ambiente e responsabilidade social. Entre outros dados, 44% dos consumidores acham que as empresas brasileiras usam o tema “responsabilidade social” como estratégia de marketing (apenas mote para vender mais produtos). 67% dos entrevistados também acham que as empresas exploram a biodiversidade da Amazônia, mas não pagam as devidas taxas para isso.
A pergunta é:
• Você realmente acredita num banco que prega responsabilidade social, mas: paga mal, sobretaxa seus clientes, oferece péssima experiência de consumo (nas agências), etc?
• Você realmente acredita em empresas automotivas que pregam apoio ao meio ambiente, mas: seus carros não são do mesmo padrão de controle de poluição que seus iguais na Europa, que tem uma estrutura de preço ridícula comparada a qualquer outro país do mundo, que vive em constante guerra pública com seus funcionários enquanto chora e pede ajuda ao governo (em forma de incentivos fiscais), etc?
Uma empresa pode enganar uma parcela do público com campanhas “verdes” ou “sociais” de curto prazo. Mas é difícil que funcionem ao longo do tempo. Isso porque, existe uma grande diferença entre estratégia, valores e atividades.
Você pode ganhar no mercado com “verde” ou “responsabilidade social” como estratégia ou valor… toda a cadeia de contato com consumidores precisa respirar estas idéias.
Você não conseguirá ganhar tendo “verde” ou “responsabilidade social” como atividade (ex: para cada sabonete vendido, vamos doar R$1 a instituição XYZ). Enquanto seus funcionários falarem mal de você, suas fábricas sujarem o córrego ao lado, seus preços forem abusivos, simplesmente ninguém vai acreditar em você.
Existem boas ou más estratégias… mas uma estratégia é sempre consistente. Senão não é estratégia, é um conjunto de atividades.

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