Olhem a propaganda de TV do Itaú abaixo:
Agora leia o artigo do Mundo do Marketing aqui.
Ele basicamente diz que a propaganda de TV é de mau gosto e que por isso não consegue prestar atenção no “beneficio de produto” ou “conceito” ou “posicionamento”… seja lá como quer chamar.
Duas informações sobre minhas opiniões: 1) discordo que a propaganda seja de mau gosto e 2) concordo que não consigo lembrar o beneficio de produto oferecido pelo Itaú.
Isso me leva ao que realmente acho interessante:
- Como cada um olha para uma propaganda de TV com um filtro completamente diferente. Duas pessoas bem treinadas podem olhar para a mesma propaganda e avaliá-la de maneira oposta.
- Vejo em propagandas como esta a clara divisão (teórica) de responsabilidades. O criativo da agencia de publicidade que se preocupa primariamente com a propaganda ser atraente/diferente/impactante/etc., e o cliente que deveria ser o guardião da estratégia/foco. Quando os dois lados são igualmente fortes temos grandes propagandas. Quando o lado do cliente é muito mais forte, temos propagandas estratégicas mas chatas, e quando o cliente é fraco temos criatividade sem estratégia.
No caso da propaganda do Itaú, conheço pessoas que adoraram a idéia criativa e pessoas que acharam de mau gosto como o artigo citado. Mas NINGUÉM se lembrava da estratégia/benefício de produto. O problema não é a avaliação da parte criativa… é a falta de força da implementação da estratégia.
One Comments
é uma propaganda como qualquer outra… o bebê vai precisar de dinheiro pra ser criado; os pais investiram no Itaú e se deram bem; todos felizes, ponto. q frescura quem achou q é de mau gosto.